Hoje foi um dia em que a campanha do MinC e de seus colaboradores foi pesada.
Circulou um link do grupo “O Teatro Mágico” pedindo que as pessoas pirateiem o trabalho deles. Nada mais que jogada de marketing, pois a lei é clara. Pirataria é cópia não autorizada, e cópia autorizada não se enquadra neste perfil.
Além disso, o Exmo. Secretário do MinC, Alfredo Manevy, indicou em seu twitter que estaria surgindo uma “campanha para mistificar a reforma da LDA. Objetivo é amedrontar músicos e manter o ECAD sem transparencia. Seguiremos esclarecendo!”. Porém, indago se não são os próprios autores que estão se mobilizando, licitamente, contra a proposta do MinC.
Outros posts do Exmo. Secretário no Twitter merecem destaque, pois nos fazem pensar sobre o entendimento do MinC sobre temas como pirataria e o que eles acham da remuneração de autores e intérpretes :
“O mercado cultural brasileiro é nanico porque só 10% acessam. Altos preços de ingresso e livro, e uma LDA que desvaloriza inovação e acesso”
“O Brasil tem cultura e arte de imensa qualidade, mas fracassou no passado ao transformar essa riqueza em acesso e desenvolvimento económico”
“Juca critica quem tem medo do debate público e “opção pela mistificação” . O Ministerio quer modernização e transparência, não estatização.”
Também circulou hoje um video bastante tendencioso , e eu diria até ”chapa branca”, defendendo a posição do MinC. Mais do discurso habitual de “tempos modernos”, “interesse público”, “socialização da cultura”, sem qualquer conteúdo diferente do “discurso oficial”.
O que me deixa mais curioso nestes videos é que ninguém traz, ou trouxe, quaisquer evidências de que alunos de faculdade, bibliotecários, ou mesmo pessoas que fazem download em casa, tenham sido condenados ou processados. Fica a indagação para vocês, leitores, pensarem !
Apesar de ser apenas mais do mesmo, vale a olhada :
Surgiu também um artigo da Carta Maior bem interessante : ”A luta entre ricos e pobres em torno da propriedade intelectual“, que faz um bom contraponto entre as agendas políticas de países onde a propriedade intelectual é forte na economia (como nos EUA) e países que ainda acreditam no corolário de que o “Japão só se desenvolveu como centro de inovação copiando radinhos de pilha”.
Foi o que achei por hoje, meus caros !!!